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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

DA NECESSIDADE A EDUCAÇÃO AMBIENTAL


            As relações sociais em constante transformação revelam pouco a pouco necessidades, que movem e orientam os passos de uma nova ação em prol de um objetivo centrado no bem estar social. O agir esta ligado diretamente à necessidade do fazer acontecer. A partir dela nascem as diretrizes básicas que darão sentido aos projetos individuais e coletivos, a organizações complexas em um mundo globalizado e de oportunidades (Santos, 2009). 
           O contato direto da sociedade com a natureza remota a um passado distante de descobertas dos meios de manipulação do ambiente e construção do espaço humano. O conjunto de ações, associadas aos novos meios de apropriação e utilização dos recursos naturais, são importantes formadores do “meio técnico”, presente constantemente na relação homem natureza, participante ativo da alteração da mesma. (TERRA; ARAÚJO; GUIMARÃES, 2010) Ressalta que “desde os primórdios, a relação entre as sociedades e a natureza é mediada pelos sistemas técnicos.” Da aquisição de conhecimento, do processo de utilização das técnicas, da mudança de pensamento e edificação do habitat humano, resulta, a transformação do espaço natural em espaço humanizado, que aos poucos se tornou a base fundamental do desenvolvimento de uma sociedade (não igualitária), obcecada pelo sucesso econômico não sustentável. Esta visão crescente favoreceu a interferência acentuada nos ambientes naturais, e resultou em profundos impactos ao qual a sociedade atenta, pensando no presente/futuro precisa resolver independente da grandeza dos acontecimentos e das especulações a respeito do meio ambiente. (MORAES, 2005) Os problemas ambientais constatados atualmente apresentam-se como frutos da ação humana inconsciente ou consciente. Inconsciente até o momento em que não sabia e, consciente a partir do momento em que houve a aquisição cognitiva dos fatos, restando então à busca pela solução. Conforme (ROSS, 2005, P. 200) “A conservação dos recursos ambientais depende de uma forma planejada de utilização do ambiente”.
           A natureza dentro de suas normalidades é dotada de perfeição, de equilíbrio dinâmico entre seus componentes, em suas ações. Modificar, construir, edificar sonhos e desenvolver conscientemente a sociedade, é um desafio ascendente. Na medida em que esta em jogo os interesse, não apenas individuais, presente, mas também coletivo e futuro, se faz necessário identificar as diferentes manifestações problemáticas relacionadas ao meio ambiente e estabelecer caminhos que evite a supressão dos recursos naturais, contribuindo efetivamente para que a utilização dos mesmos possa ser benéfica em todos os sentidos e não apenas individualmente econômico. “O desenvolvimento sustentável é válido do ponto de vista econômico” (BRANCO, 2004, p.124).
           As alterações antrópicas no equilíbrio dinâmico da natureza cronologicamente começaram há muito tempo, acontece desde o aparecimento da humanidade. O que diferencia é a intensidade das modificações exercida, antes e depois do aperfeiçoamento da técnica, da revolução industrial, do desenvolvimento do meio técnico científico. Ross (2005, p.199) ressalta que: “A exploração dos recursos da natureza evoluiu com a história do homem sobre a face da terra”. A natureza vista como sustento humano, é aquela que possibilita ao mesmo realizar-se em si, e em todos os sentidos. Estabelecendo relações diretas com a natureza, de forma consciente ou inconsciente, o homem transformou-se em uma das grandes forças modificadora do planeta, ao ponto de na atualidade alguns cientistas discutirem a possibilidade do mesmo ser incluído na escala geológica da terra que marca os grandes acontecimentos ocorridos no planeta. Neste sentido o “Antropoceno”, como seria chamado corresponderia o período de maior interferência humana na estrutura da terra. (TERRA; ARAÚJO; GUIMARÃES, 2010). Por outro lado, a grupos de estudiosos que buscam comprovar que o homem tem um papel insignificante no que diz respeito a alguns problemas ambientais. Estabelecendo assim pouco a pouco um caminho alternativo a sociedade quanto à questão ambiental independente da comprovação ou verificação dos interesses envolvidos.
       Todavia a partir dos estudos realizados e das constatações alcançadas, pela corrente ambientalista, visivelmente tornou-se necessário encontrar soluções e colocá-las em prática buscando resolver os problemas apontados pelos estudos e acontecimentos. Naturalmente, mudança social em escala global não se faz sozinho e exige tempo. Dentro do espaço natural, as modificações acontecem a partir da interação dos elementos naturais, de relações recíprocas que resultam em uma nova paisagem, em um novo elemento, em uma nova natureza. (AB´SÁBER, 2003). As mudanças sociais, de comportamento, pensamento e ação, acontecem aos poucos, necessita do tempo e da integração social, exige a participação de todos.Esta necessidade exalta a importância da educação a nível mundial para as questões ambientais. 

REFERÊNCIAS 

ABʼSÁBER, Aziz Nacib. Os domínios de natureza do Brasil: potencialidades paisagísticas. São Paulo: Ateliê Editorial, 2003. 

BRANCO, Samuel Murgel. O meio ambiente em debate.– 3º ed. ver. E ampl. – São Paulo: editora Moderna, 2004. 

MORAES, Paulo Roberto. Geografia Geral e do Brasil. 3º ed. –São Paulo: Editora HARBRA, 2005. 

ROSS, Jurandyr L. Sanches. (org.) Geografia do Brasil. 5º ed. ver, ampl. – São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2005. 

SANTOS, Milton. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. 18º ed. Rio de Janeiro: Editora Record. 2009. 

TERRA, Lygia. ARAÚJO, Regina. GUIMARÃES, Raul Borges. Conexões: Estudos de geografia geral e do Brasil. 1º ed. – São Paulo: Editora Moderna, 2010.

domingo, 23 de junho de 2013

NOVOS TEMPOS DA CIÊNCIA GEOGRÁFICA



A geografia é composta de conhecimentos técnicos, morfológicos, climáticos cartográficos entre outros, que permitem identificar, pontos degradados do espaço geográfico, e a partir do mesmo ter a certeza de que: “O espaço vital para a sobrevivência humana é claramente delimitado.” (ROSS, 2005, p.15) e ainda perceber que ações realizadas neste espaço, além de visíveis exercem influências condicionais, na medida de suas alterações.  E ao mesmo tempo é dotado de cronologia, fazendo parte da história humana, como afirma Salles (1997, p.13) “o ser humano sempre procurou se adaptar ao meio físico em que vive: é uma ação direta e continua sobre a natureza, promovendo com isso a chamada paisagem humanizada.” Essas novas paisagens nem sempre conseguem dar ao solo a seguridade natural existente anteriormente e consequentemente abre espaço para os processos de degradação do solo.
A busca por ações que exaltam a existência, saudável dos atos humanos permeia o campo de atuação da geografia. Emanado a partir da necessidade da continuação da vida. Uma vez que, a degradação ambiental, afeta diretamente todo ciclo biológico do planeta. “A natureza não esta estruturada em coisas sólidas, como as placas de uma máquina. Seu equilíbrio pode ser comparado a um castelo de cartas, em que a menor perturbação ou tentativa de substituição pode provocar completo desmoronamento.” (BRANCO 2004 p. 13).
Ao longo do tempo tem-se realizado diversas conferências, visando o aprimoramento do pensamento ecológico. Entre ela a conferência de Estocolmo. Belgrado, Tibilisi, Moscou e Rio de janeiro. (PEDRINI, 1997, p.25-31) é uma busca continua que também faz parte da geografia. Compreender as ações humanas sobre o espaço implica estudo complexo. Segundo Ross (2005.p.16) “A geografia de hoje deve entender cada vez mais o que acontece com o crescente processo de distanciamento entre os interesses socioeconômico. De um lado, e as necessidades reais de preservação da natureza, de outro.”.
A relevância dos movimentos ecológicos, da busca por uma convivência saudável com o meio ambiente. São frutos da necessidade estabelecida ao longo do tempo, durante anos de modificações no espaço. Os seres humanos a procura do progresso tem realizado ações que visam simplesmente o lucro, demonstrando pouco interesse à análise das possíveis consequências de suas ações. “Não resta duvida que temos que extrai da natureza aquilo que necessitamos. Mas essa ação tem que ser inteligente, de tal forma que possamos explora-los sem, contudo, destrui-la.” (ADAS 2006, p.160).
A dependência do homem para com a natureza é clara e visível aos olhos daqueles que consegue perceber a importância do meio ambiente para a vida humana, “Todo ser vivo depende dos elementos da natureza para sobrevivência e reprodução” (ADAS, 2006, p.153), flutuam no espaço a procura de um ninho que possa abrigar não apenas um sonho mais um todo. As consequências do desequilíbrio causado pela ação antrópica, muitas vezes refletem na extinção de sonhos ainda não realizados, ainda não sonhados, na extinção de espécies de seres vivos, ainda não conhecido. De acordo com Mendonça (2005) “A geografia, ao lado de algumas outras ciências, desde sua origem tem tratado muito de perto a temática ambiental”. Ou seja, sempre contribuiu para a formação do pensamento ecológico.